Desvende o Mercado de Crédito: As Novidades em Empréstimos Pessoais

Desvende o Mercado de Crédito: As Novidades em Empréstimos Pessoais

O mercado de crédito brasileiro tem se destacado por sua resiliência e inovação, mesmo diante de desafios macroeconômicos. Até o final de 2025, operou um cenário de expansão por oito anos consecutivos, com saldo total chegando a incríveis 7,1 trilhões de reais.

Este artigo aprofunda as tendências recentes, as projeções para 2026 e as principais novidades em empréstimos pessoais, especialmente o consignado, que promete ser um dos protagonistas nos próximos meses.

Cenário Geral do Crédito no Brasil em 2025

Em 2025, o crédito no Brasil apresentou crescimento interanual de 10,2%, levemente abaixo dos 11,5% registrados em 2024. Ainda assim, o esforço de bancos, fintechs e reguladores manteve o ritmo de expansão e garantiu recursos a empresas e famílias.

Com a taxa Selic em 15% ao ano e a taxa média de juros da economia em 32,4% ao ano, o acesso ao crédito continuou restrito, mas não deixou de crescer. Operações de pessoas físicas com recursos livres atingiram 60,1% ao ano, enquanto empresas captaram crédito a uma média de 25%.

Apesar de um aumento da morosidade para 4,1% em atrasos superiores a 90 dias, o sistema bancário manteve provisões confortáveis e reforçou a gestão de risco, garantindo a estabilidade necessária para novas concessões.

Previsões e Projeções para 2026

O Banco do Brasil estima que a carteira de crédito total cresça entre 0,5% e 4,5% em 2026. Para pessoas físicas, a expectativa é de expansão entre 6% e 10%, enquanto para empresas há projeção de variação entre -3% e 1%.

As carteiras sustentáveis, que incluem financiamentos verdes e projetos de impacto social, devem avançar entre 2% e 6% no próximo ano, refletindo a agenda ambiental e social global.

Além disso, o custo de crédito está previsto entre 53 e 58 bilhões de reais, mantendo o controle de inadimplência e custos de provisionamento em foco para todas as instituições.

Empréstimo Consignado: O Grande Destaque

Para 2026, o consignado se consolida como modalidade de maior interesse, devido a taxas competitivas e características de segurança para credores e tomadores.

Impacto do Reajuste do Salário Mínimo

Em janeiro de 2026, o salário mínimo foi reajustado em 6,79%, passando de 1.518 para 1.621 reais. Esse aumento elevou a margem consignável de 35% da renda mensal, ampliando o teto de R$ 531,30 para R$ 567,35.

Para beneficiários do BPC/LOAS, o limite subiu para 30%, garantindo maior acesso a crédito sem comprometer sustento básico.

Principais Modalidades de Consignado

  • Consignado CLT: com aumento esperado de procura dado o reajuste automático de margem;
  • Consignado INSS: considerado uma das modalidades mais acessíveis do mercado e com margem atualizada;
  • Consignado para servidores públicos: com condições diferenciadas e prazos mais longos.

Essas opções atraem clientes que buscam condições mais seguras e juros menores comparados a empréstimos pessoais comuns.

Fatores Impulsionadores

  • Sensação de menor risco e confiança no consignado;
  • Reajuste automático de margem, incentivando novas contratações;
  • Previsão de revisão de tetos de juros acompanhando a Selic.

Inovações Tecnológicas em 2026

O setor de consignado passará por transformações digitais que prometem agilidade e segurança. A averbação instantânea no consignado CLT elimina dias de espera, enquanto o uso do FGTS como garantia reduz custos.

Plataformas digitais, como o app Meu INSS e sistemas corporativos, permitem que bancos disputem o melhor pacote de taxas, dando ao consumidor controle real das ofertas.

A proteção de dados também evolui: as regras de LGPD se reforçam, acabando com telemarketing invasivo e exigindo reconhecimento facial para desbloqueio de crédito no Meu INSS.

Regulamentações e Desafios Observados

A Portaria Governamental de 2026 aprimora registro e tramitação de reclamações, exige anuência expressa para cada operação e obriga uso da plataforma SouGov.br, reforçando a transparência.

  • Bloqueios de benefícios como medida antifraude, dificultando contratações indevidas;
  • Exigência de consentimento individual em cada etapa;
  • Rigor na concessão a grupos vulneráveis, evitando sobreendividamento.

Apesar dessas barreiras, a modernização do processo aponta para um mercado mais seguro e acessível, com inovação, tecnologia e regulação caminhando juntas para oferecer crédito de forma responsável.

Em suma, 2026 chega com perspectivas promissoras para o crédito no Brasil. O consignado, em especial, assume papel de destaque, alicerçado em novas garantias e plataformas digitais que beneficiam quem busca recursos com custos controlados. Entender essas mudanças permite ao consumidor navegar com segurança, encontrando soluções de crédito alinhadas aos seus objetivos e às boas práticas de mercado.

Referências

Maryella Faratro

Sobre o Autor: Maryella Faratro

Maryella Farato, 29 anos, é educadora financeira no inovamais.net, empoderando mulheres empreendedoras com dicas práticas de orçamento, dívidas e investimentos iniciais acessíveis.